Aspectos Econômicos – principais técnicas construtivas

MADEIRA NATIVA SERRADA

Esta técnica serve de base para a maior parte das construções em madeira estrutural no Brasil. Vigas e pilares são feitos a partir do corte de grandes árvores, aparelhadas para chegar às dimensões e geometrias desejadas. A partir de uma tora de madeira são extraídas várias peças com dimensões próximas às finais. Esta técnica exige a utilização de espécies de maior porte e idade, limitando-se a um nicho de exploração com estas características. A madeira em estado natural,  tendo em vista o clima brasileiro, exige grande cuidado com a preservação de suas características naturais, o que acarreta em custos consideráveis de manutenção e atenção às boas técnicas para garantir sua durabilidade.

Autoclave carregado de madeira em etapa preliminar do tratamento

A produção industrial de madeira plantada tratada é uma solução tecnicamente avançada para contornarem-se o impacto ambiental e questões de manutenção associadas ao uso de madeira nativa serrada. Nesta forma de produção pesquisada pelo IPT e aplicada em mais de 250 estações no Brasil, a extração de grandes árvores é substituída pelo exploração em áreas de reflorestamento de espécies de menor porte e crescimento acelerado, como o Eucalipto ou mesmo Pinus. A madeira extraída passa por um processo de beneficiamento em autoclave, no qual sob alta pressão e temperatura é infundida com substancias que uma vez absorvidas aumentam sua resistência mecânica e a pragas. Isso resulta em peças de madeira tratada que em relação a peças em estado natural podem custar até 20% mais barato e durar até 15 anos a mais.

MADEIRA LAMINADA COLADA

Momento na fabricação de peça de grandes dimensões em madeira laminada colada

Tendo como princípio a colagem de lamelas de madeira com as fibras paralelas, esta técnica exige uma infra estrutura específica de laminação instalada no local de produção das peças mas, por outro lado, permite à indústria excluir da fábrica a função de aparelhamento de madeira, trabalhando com madeira pré-aparelhada. Por partir como componente mínimo de peças de menor dimensão, pode utilizar madeira de árvores menores e com isso privilegia a madeira de reflorestamento. Esta afinidade entre madeira de reflorestamento e laminação/colagem origina-se no contexto dos países do norte da Europa, fundamentais no desenvolvimento da técnica. Em situação ambiental muito mais árida que a brasileira a técnica de laminação/colagem atende a uma indústria de madeira estrutural com uma participação muito maior de madeira de reflorestamento. Com isso a técnica é disseminada não apenas em estruturas edificadas mas no mobiliário e aplicações mais cotidianas.

Para além do aspecto ambiental, o princípio de colar componentes menores formando peças maiores permite a composição de peças de dimensões superiores às disponíveis a partir de madeira nativa. Além disso, por permitir a composição de peças curvas, a técnica propicia a fabricação de arcos de grande porte e outras peças que podem resultar em economia de material dentro de um determinado sistema estrutural.

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